A VITÓRIA DOS TRABALHADORES POR UM PAÍS DECENTE

O chumbo da reforma laboral, hoje no parlamento, é a consequência da luta dos trabalhadores, não há como negá-lo. É uma vitória para caminhar em direção a um país decente.

É a derrota do desrespeito pelas mulheres trabalhadoras, da tentativa de impor trabalho gratuito, das tentações anti-democráticas de limitar o direito à greve e de reunião dos trabalhadores, da precarização infinita dos vínculos laborais, do despedimento livre e do poder absoluto para patrões e entidades empregadoras.

Com a sua luta, os trabalhadores derrotaram o retrocesso e semearam a força para avançar por um país decente. Por um país que se orgulhe do seu sistema nacional de saúde, da proteção aos mais velhos com apoios e reformas dignas, de bons salários para os trabalhadores, da sua escola pública, do acesso universal à habitação, por um país com condições para se viver bem não para se viver de símbolos ou de lendas.

Significa isto, que esta vitória só pode servir para fortalecer as lutas que se avizinham na educação, nomeadamente, pela valorização dos Assistentes Operacionais e Assistentes Técnicos da educação, dos Técnicos Especializados e Superiores e dos Docentes.

Pela frente temos a luta por mais profissionais de educação e melhores infraestruturas nas escolas, por melhores salários, pela vinculação justa dos técnicos, e contra a destruição do Estatuto da Carreira Docente, bem como, a equidade entre todos os docentes.

Esta vitória mostra, mais uma vez, que é a mobilização que transforma e que pode garantir direitos.

O S.TO.P., desde agosto do ano passado, esteve na frente da batalha contra esta reforma (anti)laboral, juntou e procurou juntar todas as forças, e mesmo quando o governo tentou uma última artimanha, ao marcar sub-repticiamente a discussão no parlamento do pacote laboral durante o dia da greve geral de 3 junho, o S.TO.P. não lhe deu folga, chamou os seus sócios e decidiu convocar de urgência uma greve nacional da educação para ontem dia 18 de junho. Desta forma, fomos o único sindicato a marcar greve nacional no dia em que se iniciava a discussão da reforma laboral no parlamento, não deixando o terreno livre para manigâncias, de última hora, com populistas demagógicos e, juntamente com a luta de longos meses dos trabalhadores de todos os sectores, GANHÁMOS!

Os trabalhadores travaram o aprofundamento do retrocesso em direção a selvajaria laboral do liberalismo económico, falta dar a volta e acelerar para um país decente!

Parabéns aos sócios do S.TO.P., aos profissionais de educação e a todos os trabalhadores!

JUNTOS SOMOS + FORTES!

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