Os técnicos superiores das escolas não podem continuar a ser prejudicados por erros, decisões ou interpretações da AGSE e das direções escolares.
A exigência da devolução de milhares de euros é mais um episódio de uma série de injustiças que, consequentemente, se arrastam desde o PREVPAP. Estes trabalhadores foram os únicos, dentro da Administração Pública, a ver o seu salário reduzido em cerca de 180€/mês, aquando da sua vinculação, havendo ainda hoje técnicos vinculados nas escolas a auferir menos do que os colegas técnicos contratados. Ou seja, injusta e paradoxalmente, estes profissionais da educação foram os únicos que, ao vincularem, lhes foi reduzido significativamente o seu salário, algo muito grave num contexto de elevada subida do custo de vida.
Muitos técnicos superiores viram-se, assim, obrigados a recorrer aos pontos da avaliação de desempenho para recuperar parte da remuneração que lhes tinha sido retirada. Agora, alguns deles estão a ser confrontados com pedidos de devolução de milhares de euros relativos ao biénio 2017/18, na sequência de erros ou interpretações da AGSE e das direções dos AE.
Não é aceitável que sejam os trabalhadores a pagar por decisões que não tomaram e por procedimentos pelos quais não são responsáveis.
É inaceitável mais esta desvalorização de profissionais essenciais à Escola Pública.
Recentemente, a 28 de julho de 2026, dando continuidade a um sindicalismo realmente democrático e independente face a injustiças, o S.TO.P. e o Movimento de Técnicos Especializados da Educação (MNTEE) deram voz e poder a mais de 350 Técnicos Especializados e Superiores (TSE) da educação. Nesse plenário, provavelmente o maior plenário de sempre destes profissionais em Portugal, os próprios decidiram, de forma democrática, realizar em agosto um protesto para defender direitos básicos, como o seu direito ao trabalho e à justiça laboral. A 6 de agosto, mesmo debaixo de um calor intenso, dezenas de profissionais da educação não foram de férias e protestaram à frente do MECI.
Mais uma vez, o S.TO.P. foi essencial para que os técnicos começassem a ter mais voz e maior visibilidade. .
A ESCOLA FAZ-SE COM TODOS: docentes, assistentes técnicos, técnicos especializados, técnicos superiores e assistentes operacionais. TODOS merecem respeito, reconhecimento e condições dignas no exercício das suas funções.
Como ficou agendado, iremos realizar um novo plenário online, no dia 3 de setembro, com os Técnicos Especializados e Superiores (TSE) da educação, onde, sendo essa a decisão democrática, também lutaremos contra mais esta injustiça que afeta estes profissionais da educação.
UNIDOS, temos de lutar pelos nossos direitos e fazer-nos ouvir a uma só voz, em defesa da dignidade do nosso trabalho e pelo futuro dos nossos alunos.
PARTICIPA!
JUNTOS SOMOS + FORTES!






