O S.TO.P. convoca greve nacional para todos os profissionais de educação para o dia 15 de junho de 2026, depois de decisão unânime tomada em plenário online aberto a sócios e não sócios.
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A greve é convocada em defesa dos Profissionais de Educação, com foco nos docentes da Educação Pré-Escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico, perante a persistente ausência de soluções para os problemas decorrentes do exercício profissional em regime de monodocência.
A monodocência constitui uma realidade profissional particularmente exigente, na qual um único docente assume, de forma continuada, a responsabilidade pelo acompanhamento pedagógico, educativo e relacional das crianças ao longo da totalidade da atividade letiva. A crescente complexidade das funções atribuídas às escolas e aos docentes tem vindo a aumentar significativamente a intensidade do trabalho desenvolvido nestes níveis de ensino, sem o correspondente reconhecimento ou compensação.
Os educadores de infância e professores do 1.º Ciclo continuam sujeitos a condições de trabalho que não refletem a especificidade e o desgaste inerentes ao exercício da monodocência, mantendo-se situações de desigualdade relativamente a outros níveis de ensino, nomeadamente no que respeita à organização do trabalho, à componente letiva, à valorização da carreira e às medidas de proteção do desgaste profissional acumulado ao longo dos anos de serviço.
A inexistência de respostas efetivas para a redução da sobrecarga profissional, para a melhoria das condições de trabalho e para a criação de mecanismos que reconheçam a exigência própria da monodocência tem contribuído para o agravamento do cansaço físico e emocional dos docentes, colocando em causa a atratividade da profissão e a qualidade das respostas educativas.
Alerta-se, ainda, para a crescente atribuição de tarefas, no âmbito da sala de aula e de apoio a alunos com necessidades educativas específicas, aos Assistentes Operacionais, sem as respectivas formação, apoio técnico e compensação por essas funções, que têm levado a um desgaste e exaustão contínuos destes profissionais. A par das contínuas agressões a que estão sujeitos neste contexto.
A greve visa igualmente contestar a manutenção de um calendário escolar que prolonga as atividades letivas da Educação Pré-Escolar e do 1.º Ciclo para além do período aplicado a outros níveis de ensino. Esta situação representa uma penalização injustificada para docentes e alunos, especialmente numa fase do ano letivo marcada pelo desgaste acumulado, pelas elevadas temperaturas e pela redução das condições favoráveis ao processo de ensino e aprendizagem.
DIA 15 DE JUNHO JUNTEM-SE À FRENTE DA TUA ESCOLA E INFORMA OS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO!
JUNTOS SOMOS + FORTES!
Consulta o pré-aviso de greve de 15 de junho de 2026 para todos os profissionais de educação:






