HOJE, o primeiro ato de repúdio a mobilizar contra o caos nos exames, numa iniciativa onde o Ministro da Educação esteve presente: ” É SÓ CONFUSÃO, PEDE A DEMISSÃO!”.
Esta “confusão”, nunca vista nos exames em Portugal, não é meramente resultado de diversos problemas “técnicos” mas, sobretudo, reflete uma política de degradação/privatização dos serviços públicos (educação, saúde, transportes). Nessa política, para dar grande lucro a empresas “amigas”, não se importam de “arriscar” a ter grandes prejuízos para os alunos, profissionais da educação e famílias.
Foi o culminar de uma sequência de decisões erradas e de uma política que está a destruir o próprio Ministério da Educação.
- Dispensou centenas de colegas com experiência.
- Alimentou a narrativa de que digitalizações, algoritmos e sistemas de informação, por si só, resolveriam tudo.
- Concessionou um processo oleado a empresas privadas das quais recusa divulgar os dados.
- Anunciou soluções… e acabou por desmenti-las com novos adiamentos e sucessivos recuos.
O resultado?
- Prazos adiados.
- Classificações encerradas sem todos os professores concluírem o seu trabalho.
- Alunos e famílias prejudicados.
Perante professores, pais e alunos que se manifestavam legitimamente, o Ministro preferiu sair por uma porta alternativa, evitando o contacto direto. Não aceitamos a cobardia política de um Ministro da “Educação” que, perante o atual caos nos exames, tentou por diversas vezes culpar, de forma inaceitável, professores, diretores ou até objectos como os “agrafos”…
Resta ao Ministro da “Educação” deixar de tentar enganar o país e cumprir o que prometeu há poucos dias, assumindo a sua responsabilidade: “Se o calendário dos exames não for cumprido, obviamente deve haver responsabilização”.
Quem governa não pode fugir ao escrutínio.
A Educação merece competência, responsabilidade, respeito e investimento.
O país não pode continuar a pagar o preço destes falhanços
NOTA: Este primeiro protesto a mobilizar contra o caos no exame, bem como o pedido de demissão do Ministro da Educação, foi decidido democraticamente na passada sexta-feira, 10 julho, em plenário de sócios do S.TO.P.






