A GREVE nacional por equidade e por melhoria nas condições de carreira e trabalho dos profissionais de educação do Pré-Escolar e 1º Ciclo foi, acima de tudo, pelas crianças. Não faz sentido que sejam precisamente as crianças mais novas a permanecer mais tempo na escola, em condições que dificultam o seu bem-estar e a própria aprendizagem.
Foi também uma luta por justiça para educadores, professores e demais profissionais de educação, ligados à monodocência, que continuam sujeitos a uma carga letiva e a um desgaste profissional superiores aos dos restantes ciclos de ensino.
Não podemos continuar a trabalhar em Educação a duas ou a três velocidades: enquanto que a Monodocência desenvolve a componente letiva em 1500 minutos por semana com as suas crianças/alunos, os restantes ciclos desempenham as mesmas funções em 1100min por semana.
Logo à partida existe um enorme desfasamento!
Quando lhe juntamos o diferencial da redução de componente letiva por assunção de cargos nos restantes ciclos do Ensino Básico e Secundário, na Monodocência nada se verifica, havendo um acréscimo de responsabilidade, afazeres e sem qualquer benefício no tempo letivo ( coordenação de estabelecimento, coordenação de departamento, ou as tarefas inerentes à titularidade de grupo/turma que são iguais às desempenhadas pelos diretores de turma).
Os dados do dia da greve mostram um impacto significativo no país, demonstrando força e legitimidade desta luta.
Obrigado a todos os que participaram e deram voz a esta causa.
As crianças merecem melhores condições. Os Profissionais de Educação também.
Não paramos e voltamos já na próxima quinta feira contra a reforma laboral que nos quer impor serviços mínimos na educação, desde a educação pré escolar ao 2º ciclo do ensino básico!
Juntos somos mais fortes!









