Voltámos à estaca zero na revisão do Estatuto da Carreira Docente – Resumo da reunião com o MECI a 29/09/2025

Resumo de reunião com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação a 29 Setembro 2025

Novo Protocolo Negocial para a revisão do ECD

De início, o MECI referiu que não era uma reunião negocial mas de auscultação de propostas, ao que retorquimos que voltar a negociar um protocolo negocial, sem enquadramento legal, era retardar mais uma vez o processo de revisão do ECD.

Sobre a metodologia das reuniões para o processo negocial, o S.TO.P. reiterou três principais propostas para garantir e demonstrar transparência na negociação:

  1. Transmissão pública das reuniões, a par da divulgação de atas e documentos propostos;
  2. Entrega antecipada de documentos com propostas do MECI, pelo menos 7 dias antes;
  3. Reunião em mesa única (com todos os sindicatos), pelo menos, quando se trate de uma reunião para fechar algum acordo parcial ou global.

Em relação à definição dos temas a discutir que ficarão no protocolo negocial, sem aceitar que este possa fechar a negociação a outros assuntos, o S.TO.P. abordou alguns urgentes a discutir:

  • Valorização da carreira e aumentos de salários;
  • Reformulação da avaliação de desempenho docente, que seja justa, sem quotas e sem vagas para a progressão;
  • Equidade para os professores em monodocência;
  • Reposicionamento total dos docentes nos escalões por tempo de serviço, corrigindo ultrapassagens ocorridas no passado;
  • Compensação dos professores reformados, em vias de reforma e dos 9º e 10º escalões que não usufruíram da recuperação do tempo de serviço;
  • Harmonização/Clarificação das componentes letiva e não letiva e da redução efetiva por antiguidade (artigo 79º);
  • Equivaler direitos aos técnicos superiores e especializados em funções docentes, quando não são criados os necessários grupos de recrutamento.

Queremos, ainda, abordar assuntos muito importantes, correlacionados com o ECD, nomeadamente, a gestão democrática escolar, a Caixa Geral de Aposentações (CGA), a medicina do trabalho, seguro de acidentes do trabalho, calendário dos anos letivos e regulamentação sobre cursos profissionais.

Antes de terminar, questionámos ainda sobre:

  • o comprometimento do MECI em realizar uma reunião negocial sobre não docentes depois das autárquicas, que foi reafirmada por ele;
  • a data do concurso para técnicos especializados, a resposta foi que ainda estão a avaliar corretamente as vagas, isto é, a mesma justificação desde há um ano atrás;
  • o atraso e discricionariedade no pagamento de salários e garantias nas escolas portuguesas no estrangeiro, para os quais ficaram de averiguar rapidamente;
  • a “restruturação” do ministério e o fim do contacto através do E72 que obscurece a resolução imediata de problemas nas escolas, tendo nos respondido, de forma problemática, que estão a avaliar novas formas de interação para o “futuro”.

Por fim, queremos alertar que as expectativas não serão alcançadas sem que haja mobilização de quem trabalha nas escolas, seja qual for a questão, o S.TO.P. está disponível, como sempre, para em qualquer escola ou região construir coletivamente essa luta democraticamente com todos os profissionais de educação, contactem-nos.

JUNTOS SOMOS + FORTES!

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