Na reunião de 25 de março de 2026, o S.TO.P. questionou o Ministro da Educação, Fernando Alexandre, sobre dois compromissos que assumiu publicamente, a saber:
1) Em agosto de 2025, o governo e o ministro anunciaram um concurso de vinculação para 1.406 Técnicos Especializados, já havia um ano a prometê-lo. Este concurso iria integrar, nos quadros, 830 psicólogos e mais 576 técnicos em outras funções: terapeutas da fala, assistentes sociais, intérpretes de língua gestual, etc.
(Ver uma das notícias, à época: https://www.publico.pt/2025/08/14/sociedade/noticia/governo-autoriza-vinculacao-830-psicologos-quadros-escolas-2143937)
Depois de, em outubro passado, nos ter comunicado o adiamento do concurso para o primeiro trimestre deste ano, agora, terminado esse prazo, nesta reunião simplesmente não respondeu à nossa interpelação sobre o mesmo.
2) Mais ainda, em setembro passado, o ministro comprometeu-se a realizar uma reunião de negociação sobre as reivindicações dos profissionais de educação não docentes, já depois de vários adiamentos, após as eleições autárquicas. A seguir a estas, voltou a adiar para uma data posterior à tomada de posse do novo presidente da Associação Nacional de Municípios, tendo agora respondido, que irá reunir no final de abril com este e depois… logo se verá!
O ministro sempre se autoelogiou pelo facto de o seu ministério ter aberto o concurso de vinculação de técnicos especializados e por este alegadamente diminuir o rácio de psicólogos por aluno nas escolas, sendo que o S.TO.P. sempre criticou o número de vagas de vinculação por serem claramente insuficientes, esperando-se o mínimo de hombridade por parte do ministro e do Governo, no sentido de cumprirem o que eles próprios anunciaram com pompa e circunstância.
O ministro e o governo demonstram uma completa desconsideração pelos colegas não docentes, não reconhecendo nem valorizando a importância que os Assistentes Operacionais, os Assistentes Técnicos, os Técnicos Superiores e Especializados têm, enquanto profissionais indispensáveis às equipas educativas nas escolas.
Ou seja, demonstram que não estão empenhados no investimento numa Escola Pública universal e de excelência, mas antes no seu debilitamento, em favor do negócio na educação, precarizando as relações laborais dos profissionais de educação de modo a proteger os gastos em despesa militar usados para matar e destruir.






