Resumo de uma semana de greve dos Profissionais de Educação dos agrupamentos de escola e escolas do concelho de Portimão.
Depois de na passada 2ª-feira, dia 27 de abril, os profissionais de educação terem saído à rua na cidade de Portimão, em grande número, estes decidiram, em plenário no final da marcha e de forma unânime, realizar nova passeata com plenário em frente à câmara, marcando o início da greve (4 a 8 de maio) dos Assistentes Operacionais das cantinas, refeitórios e bares das escolas do concelho.
Assim, os Profissionais de Educação dos agrupamentos de escola e escolas do concelho de Portimão fizeram uma passeata nas ruas da cidade de Portimão , a começar pelas 8h20, na Escola Básica Eng. Nuno Mergulhão, situada na Rua Alfredo Keil, culminando em concentração e plenário à frente da Câmara Municipal de Portimão, na segunda-feira, dia 4 de maio de 2026 .

Como principais problemas para os quais se exigem resolução, estão a falta de Assistentes Operacionais nas escolas, em especial, nos refeitórios, onde, muitas vezes, se encontram apenas 2 AO para confeccionar e servir centenas de refeições, bem como, a falta generalizada de AO, que deixam desprotegidas as nossas crianças nas escolas. Junta-se a estas a necessidade de valorização das carreiras de todos os profissionais de educação.
Os profissionais de educação de Portimão reiteraram, também, que caso não se garanta a contratação urgente de AO a greve a partir da próxima semana (11 a 15 de maio) alargar-se-á a todos os AO, tendo já o S.TO.P. emitido os devidos pré-avisos de greve.
Vejam no vídeo abaixo o exemplo de uma luta democrática, livre e determinada, no dia 4 de maio, feita por profissionais de educação — em especial os assistentes operacionais — que não desistem da escola pública nem de condições dignas para quem nela trabalha.
JUNTOS SOMOS + FORTES!
No dia 5 de maio, em mais um dia de luta, as Escolas de Portimão voltaram a juntar-se e a mostrar que vão manter a pressão.
A greve prossegue com determinação, mantendo a pressão necessária para garantir aquilo que deveria ser básico: condições dignas para os alunos e para todos os profissionais da escola.
Na Escola Básica Júdice Fialho, os Profissionais da Educação exigem respeito pela escola pública.

Ao longo da semana, a luta continua, mas que fique claro: esta luta não é apenas por quem trabalha nas escolas.É uma luta por melhores condições para todos os alunos.
Todos os dias, os trabalhadores estão à porta das escolas porque sabem que a situação chegou ao limite. A forte adesão à greve e o encerramento de várias escolas mostram bem a gravidade do problema.
É greve. Porque é grave.
Enquanto faltam trabalhadores e condições dignas nas escolas, há quem tente virar a população contra aqueles que estão a lutar precisamente pelos filhos e netos de Portimão.




No dia 8 de maio, o quinto dia de greve e protesto à porta das escolas, logo de manhã, os profissionais da educação das escolas de Portimão voltaram a sair à rua unidos na defesa da Escola Pública.
Durante o protesto à porta das escolas, foram distribuídos panfletos para sensibilizar pais e encarregados de educação para as razões desta luta: melhores condições para ensinar, aprender e trabalhar, mais respeito e valorização de todos os profissionais.
Quem sai à rua fá-lo porque conhece a realidade das escolas e recusa continuar em silêncio perante a falta de condições.
A união faz a força.
Juntos somos + fortes.







