Profissionais da Educação em luta por condições dignas no AE da Trafaria

Neste dia 2 de fevereiro de 2026, em plenário sindical, os profissionais da educação do AE da Trafaria decidiram convocar um protesto em frente à escola sede do agrupamento, na próxima quarta-feira, dia 11 de fevereiro, para exigir uma intervenção urgente nas infraestruturas escolares.

Mais de 70 colegas presentes, assistentes operacionais, assistentes técnicos, psicólogos, assistentes sociais, mediadores linguísticos e docentes, relataram a situação verdadeiramente lamentável em que se encontram as escolas do agrupamento.

Desde logo, o próprio pavilhão onde decorreu a reunião: sempre que chove, entra água e as placas do teto ameaçam cair com o peso acumulado da água – como se pode ver na foto.

Enquanto profissionais da educação e alunos, em especial na região centro do país, vivem agora momentos dramáticos devido às escolas e às suas casas terem sido devastadas pela recente tempestade, no AE da Trafaria a situação não resulta de um fenómeno natural, mas sim da incúria prolongada dos governantes.

Ainda assim, os colegas continuam, dia após dia, a fazer muitos sacrifícios para garantir o mínimo de conforto na escola às crianças da comunidade.

No ano passado, o S.TO.P. homenageou TODOS os profissionais da educação em frente a esta escola, reconhecendo que, mesmo em condições muito difíceis, continuam a dar o seu melhor em prol da educação das crianças deste país.

Um ano depois, a situação agravou-se ainda mais. Desde outubro, as falhas de eletricidade são constantes — uma colega registou 70 falhas num só dia. É fácil imaginar o impacto desta realidade no funcionamento da secretaria, da reprografia, das salas de aula durante o inverno, entre muitos outros espaços, numa escola constituída por pavilhões pré-fabricados há décadas.

Perante este cenário, o S.TO.P. enviou uma carta ao MECI e à Câmara Municipal de Almada, expondo de forma detalhada os graves problemas que afetam o AE da Trafaria:

Esta situação é verdadeiramente intolerável. Mais uma vez, são os profissionais da educação que se vêem obrigados a lutar por uma Escola Pública digna e de qualidade, para todas as crianças.

JUNTOS SOMOS + FORTES!

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